Sumário
Pedido do Inspector do teatro do Porto para ter camarote próprio com o respectivo despacho (14 de Fevereiro e 26 de Março de 1789)
Ano
1789
Biblioteca/Arquivo
Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Cota
<span>Real Mesa Censória, Caixa 177, pasta 1789<p /></span>

Responda-se ao Desembargador Juiz Administrador que ele deve intimar aos empresários dos teatros da cidade do Porto que não devem representar peça alguma sem que seja pelo o dito vista para efeito de lhe constar tem licença desta Mesa para o dito fim. E quanto ao dar-lhe camarote, isso não é da competência desta Mesa.

Lisboa, 26 de Março de 1789.

 

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Senhora

 

Vossa Majestade foi servida fazer-me a honra de me nomear Inspector do Teatro desta cidade na forma que consta da provisão junta.

Entrei a exercitar este emprego no ano de 1779 dando-se-me no mesmo teatro um camarote que eu elegi e de que tive a chave para eu ir examinar e ouvir as representações quando podia.

Sucedeu, porém, o ano passado nomear o Desembargador Intendente Geral da Polícia para Inspector do mesmo  teatro ao Corregedor desta Comarca a quem deu camarote depois do que entra o empresário na dúvida de que eu o deva ter persuadindo-se que a nova ordem do Intendente Geral fez cessar a minha intendência.

Eu creio que a nova nomeação respeita somente ao sossego público e não me pode parecer bem que se dê camarote ao novo Inspector nomeado pelo Intendente Geral e que eu seja


espoliado da posse em que estou de ter a chave e a escolher de um dos referidos camarotes por virtude da mercê que Vossa Majestade me fez.

Agora se principia a abrir o teatro. Porém, eu nada digo nem opero sem aprovação e determinação de Vossa Majestade.

Porto, 14 de Fevereiro de 1789

 

Manuel Caetano de Sá e Sousa

Image 2891
Image 2892

Respondasse ao Dez.or Juis Administr.or que

elle deve intimar aos Im Senhora presarios

dos Theatros da Cid.e do Porto q não devem

reprezentar Pessa alguma sem q seja pelo o d.º vis-

ta, para effeito de lhe constar tem lic.ca desta Meza

p.ª o d.º fim; e q.to ao dar-se-lhe camarote isso não

he da compet.ª desta Meza: Lx.ª 26 de Mar

ço de 1789

 

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V. Mag.e foi servida fa

zer me a honra de me

nomear Inspetor do Tea

tro desta Cid.e na fr.ª

que consta da Provizão

junta.

Entrei a exercitar este

emprego no anno de

1779 dandoseme no mes

mo Teatro hum Ca-

marote, que eu ellegi, e

de que tive a chave

p.ª eu ir hir examinar

e ouvir as reprezenta

ções, quando podia.

Succedeo, porem, o anno

passado, nomear o Dez.or

Intend.e geral da Poli

cia p.ª Inspetor do

mesmo  Teatro, ao Cor-

reg.or desta Com.ca a q.m

deo Camarote, de

pois do que entra o Im

preçario na duvida

de que eu o deva ter

P. P. em 27 d.º                    persuadindo se, que a

nova ordem do Inten

d.e geral fez cessar

a minha Intenden

cia.

Eu creyo que a nova

nomeação resp.ta som.te

ao socego publico, e não

me pode parecer bem

que se de Camarote

ao novo Inspector no

meado pelo Intend.e

geral, e que eu seja

                es-


espoliado da posse em

que estou de ter a

chave, e a escolher de

hum dos referidos

Camarotes, por virtu-

de da m.ce que V. Mag.e

me fez.

Agora se principia

a abrir o Teatro. Po-

rem eu nada digo,

nem opero, sem appro

vação, e Determina

ção de V. Mag.e.

Porto 14 de Fevr.º

de 1789

 

Mn.el Caet.º de Sa e S.za