Sumário
Notícia sobre os festejos celebrativos do nascimento da princesa da Beira em Belmonte (17 de Agosto de 1793)
Ano
1793
Comentário

Reproduz-se o exemplar do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Real Mesa Censória, caixa 468).

Impresso

Segundo suplemento à Gazeta de Lisboa, nº XXXIII, 17 de Agosto de 1793. Lisboa, Régia Oficina Tipográfica

Segundo suplemento à Gazeta de Lisboa.

Número XXXIII.

Com privilégio de sua majestade.

Sábado, 17 de Agosto de 1793

 

 


(...)

 

[Lisboa, 17 de Agosto de 1793]

 

(...)

 

De Belmonte, na comarca de Castelo Branco, avisam que o juiz de fora daquela vila, Bernardo António Ferreira de Macedo Pinto, em aplauso do feliz nascimento da sereníssima princesa da Beira, mandou que nas noites de 5, 6 e 7 de Maio se pusessem luminárias em toda a vila e seu termo, com repiques de sinos, e no dia 9 se juntou todo o clero daquele distrito na igreja de Santiago, onde se cantou uma missa solene e o Te Deum, assistindo a câmara, nobreza e povo. A 22 se repetiu a mesma iluminação por motivo do baptismo de sua alteza. Na noite de 25 se lançou um excelente fogo-de-artifício e houveram cavalhadas, recitando um dos cavaleiros uma oração própria da circunstância à porta do dito ministro. No dia seguinte, havendo-se o clero, por convite daquele ministro, tornado a juntar na mesma igreja, que se achava bem armada, se cantou uma solene missa, cuja música foi executada por uma completa orquestra e recitou uma elegante oração o R. P. frei Manuel de São Bernardo Querubim, religioso da província de Portugal. No fim houve uma solene procissão, que decorreu as ruas da vila com o santíssimo sacramento, assistindo a tudo o sobredito ministro, câmara, nobreza e povo. De tarde se correram touros, o que atraiu um grande concurso de gente, e à noite se representou publicamente uma comédia com toda a perfeição por uma Companhia de Cómicos Espanhóis, com um bom instrumental e seu entremez. Nos dias 27 e 28 houveram novas representações dramáticas executadas


pelos mesmos cómicos com a mesma orquestra, entremezes e cantigas de letras apropriadas ao assunto, e XX outra comédia executada também em público por curiosos. Para o XXX festejo o sobredito ministro aprontar todo o necessário, concorrendo também do seu próprio movimento para o mesmo fim algumas pessoas daquela vila.

(...)

Lisboa. Na Régia oficina tipográfica. 1793.

Com licença da Real mesa da comissão para o exame e censura dos livros.

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