Sumário
Notícia sobre os festejos celebrados na Covilhã, por ocasião do nascimento da princesa da Beira (Julho de 1793)
Ano
1793
Comentário

Reproduz-se o exemplar do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Real Mesa Censória, caixa 468).

Impresso

Segundo suplemento à Gazeta de Lisboa, nº XXXVII. Lisboa, régia oficina tipográfica. 1793

Menções

 

Segundo suplemento à Gazeta de Lisboa.

Número XXXVII.

Com privilégio de sua majestade.

Sábado, 14 de Setembro de 1793.

 


(...)

Logo que chegou à Covilhã a grata notícia do feliz nascimento da sereníssima princesa da Beira, o juíz de fora da mesma vila, Manuel Joaquim Pereira de Matos Castelo-Branco, procedeu a convocar a Câmara para lhe participar tão agradável notícia (...). Na noite do dia 8 se representou uma comédia em um teatro que, com magnificência, mandara construir o capitão Simão Pereira da Silva, com uma grande platéia que acomodava um grande número de senhoras que a ela concorreram, o que se repetiu nas noites de 11 e 13, com diferentes peças dramáticas. Nos dias 9, 12 e 14 houveram touros, para o que se preparou a praça com grandeza, dando entrada um soberbo carro triunfal que conduzia 28 pessoas distintas da Vila que, com várias danças, desempenharam um brinco tão engraçado como dispendioso. Não foi menos divertido o dia 10, em cuja tarde um luzido corpo de cavaleiros, vestidos ricamente, depois de cortejarem o senado, fizeram diversas escaramuças que deixaram satisfeitos a todos os espectadores. Finalizou a função com um grandioso jantar que uma luzida mascarada foi repartir pelos presos e doentes necessitados. Todos aqueles festejos tinham sido anunciados na noite de 16 de Junho pela Fama, ricamente ornada, precedida de mais de 100 cavaleiros vistosamente preparados e uma completa orquestra, para o que se levantou um mastro no meio da Praça que foi conduzido por uma dança. Na noite de 6 de Julho houve também um magnífico fogo-de-artifício. Em todas aquelas funções foi de admirar o sossego e tranquilidade que se observou em tão numeroso concurso (...).

 

[Lisboa. Na régia oficina tipográfica. 1793.

Com licença da Real mesa da comissão geral sobre o exame e censura dos livros]

 

 

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