- Sumário
- Fragmento do manuscrito do drama Raras astúcias de amor com despacho para licença de impressão (29 de Outubro de 1790)
- Ano
- 1790
- Biblioteca/Arquivo
- Arquivo Nacional da Torre do Tombo
- Cota
- Real Mesa Censória, caixa 325, nº 2349 b
- Comentário
- Trata-se da última folha do manuscrito do drama impresso no ano seguinte por Francisco Borges de Sousa, com o qual apresenta algumas diferenças textuais.
Tritão - Ai que me rasgo, ah perros, que os hei-de engolir a todos.
Alceu – Senhor, ainda que não sou mineiro procedo de uma casa grossa e esta bolsa o explique.
Tritão – Do mal o menos. Aceito, por ser coisa vossa.
Paio – Senhor Tritão, em desconto de algum agravo que lhe fiz lhe peço me castigue em dar-me esta sua criada.
Tritão – Eu ta concedo.
Cantam o seguinte:
Paio – Agora sim, buginica.
Agora sim meu portento.
(Dão as mãos)
Ambos – É que hei-de alegre brincar.
Todos – Pois lográmos nosso intento.
Imprima-se e volte a conferir. Mesa, 29 de Outubro de 1790.
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Tritão. Ai que me rasgo, ah perros, q os hei de
engolir a todos.
Alceo. S.r ainda q não sou mineiro, procedo
de huma caza grossa, e esta bolça o expli
que.
Tritão. Do mal o menos. Acceito, por ser cousa
vossa.
Payo. S.r Tritão, em desconto de algum aggravo
q lhe fiz, lhe peço me castigue em dar-me
esta sua criada
Tritão. Eu ta concedo.
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Cantão o seguinte:
Payo. Agora sim, boginica,
Agora sim meu portento. Dão as mãos.
Ambos He que hei de alegre brincar.
Todos. Pois logramos nosso intento.
Imprimase, e volte
a conferir: Meza
29 de Outbr.º de 1790.
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