- Sumário
- Folheto do entremez O sapateiro surdo (1770)
- Ano
- 1770
- Localização
- Academia das Ciências de Lisboa (11-463-35); Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Misc. 526); Sala Jorge de Faria (JF 2-7-69; 27-5-168)
- Comentário
O manuscrito que acompanhou o pedido de licença para impressão do entremez, concedida a 11 de Janeiro de 1770, conserva-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Real Mesa Censória, caixa 289, doc. 1604). Em 1773, houve nova edição.
Em 1781, O sapateiro surdo integrou a colectânea Colecção dos melhores entremezes escolhidos, tendo sido editado em folheto no ano seguinte (Lisboa, oficina de Simão Tadeu Ferreira, 1782). Em 1792, foi concedida licença para a reimpressão dos entremezes da colectânea, de que terá resultado uma nova edição deste entremez (Lisboa, na oficina de Francisco Borges de Sousa). Em 1821, tem lugar outra impressão.
Trata-se de uma adaptação bastante livre do entremez homónimo, em castelhano, de que há uma tradução mais literal numa colectânea manuscrita pertencente à biblioteca do Convento de S. Bento de Xabregas, hoje conservada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Manuscritos da Livraria, nº109).
- Impresso
- Lisboa, na oficina de Manuel Coelho Amado, 1770
Novo entremez d'O sapateiro surdo
Falam nele as pessoas seguintes:
Um sapateiro
Um peralta
Um escudeiro
Uma velha
Joana, dama
Lisboa
Na oficina de Manuel Coelho Amado
Ano 1770
Com licença da Real Mesa Censória
Vende-se na mesma oficina, no princípio da Rua dos Calafates, esquina da Travessa da Boa Hora, onde também se acharão as comédias Maior ventura de amor, Porfiar errando, Amor não pode ocultar-se, Polinardo na Suécia, Astúcias de amor e zelos, A confusão de um retrato, Nas amorosas finezas os mais constantes realces, Disparates de um acerto, A mais constante fineza, Amar não é para néscios, Casada, viúva e freira, As indústrias de Sarilho, e os entremezes d'Omédico e boticário, d'Osmentirosos, d'Ojuiz novo das borracheiras, d'Omiserável e o d'Otrapaceiro.