Sumário
Folheto do drama O templo da Eternidade / Il tempio dell'eternità (1768)
Ano
1768
Localização
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Misc. 595); Biblioteca da Ajuda (154-III-6/9)
Comentário
Edição bilingue
Impresso
Porto, na oficina de António Alvares Ribeiro, 1768

 Il tempio dell'eternità

 

 O Templo da Eternidade

 


 

O Templo da Eternidade

Obra dramática para se fazer representar em música no Teatro público da muito ilustre cidade do Porto.

 

Composta pelo célebre abade Pedro Metastásio, novamente impressa e acomodada para celebrar o jucundíssimo dia natalício da sagrada, fidelíssima e real majstade D. José I rei de Portugal.

 

Porto

Na oficina de António Alvares Ribeiro Gimarães.

 

1768

 

 

Esta nova edição do Templo da Eternidade dedica com toda a reverência e afecto a protecção poderosíssima, e ao merecimento incomparável do Ilustríssimo e Excelentíssimo senhor João de Almada e Mello, Governador Civil e militar do Porto, tenente general dos Exércitos de S. M. F., óptimo fautor das musas e das Belas Artes.

 

O seu humilíssimo, e devotíssimo, e obrigadíssimo servo.

 

O editor.

 


 

Argumento

 

Eneias Troiano de Anchises, tendo depois da destruição da pátria perdido o pai na viagem que lhe foi ordenada pelo oráculo de Apolo. Chega a Cumas, onde com a Síbila Deifobe desceu aos Campos Elísios a ver e consultar a sombra do pai.

Até aquiVirgílio. 6. Ene.

Nos sobreditos Elísios se representa o Templo da Eternidade descrito por Claudiano no segundo livro dos louvores de Stilicam, e situado pelo mesmo em parte remota, e inacessível aos mortais.

A acção da festa será o complemento do terno desejo de Eneias  de tornar a ver o pai. E tudo o que ele vê e ouve em tal ocasião, serve oportunamente para celebrar o felicíssimo dia natalício  de sua majestade fidelíssima D. José rei de Portugal.

 


 

Interlocutores

 

Deifobe

Eneias

A Eternidade

A Glória

O Valor

O Tempo

A Sombra de Anchises

 

A acção se representa nos Campos Elísios e no bosque que lhes precede.

 

As cenas são de rara e nobre invenção pelo senhor João Glama pintor de S. Majestade fidelíssima.

 


 

O Templo da Eternidade

 

Ao abrir-se a cena aparecerá um pequeno e denso bosque dividido com dois caminhos, o mais escuro e fúnebre se dirige ao infernal Dite e o mais luminoso e alegre aos Campos Elísios. No meio destes caminhos estará o copado Olmo, de que fala Virgílio como assenio dos sonhos e se verão por entre os seus ramos  várias formas monstruosas que representão as corruptas imagens do sono.

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