Sumário
Folheto da ópera O grão príncipe da Beira (1762)
Ano
1762
Localização
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Miscs. 210;578; 610)
Impresso
Coimbra, António Simões Ferreira, 1762

O grão príncipe da Beira

Ópera portuguesa oferecida ao ilustríssimo  e excelentíssimo senhor D. Manuel José de Noronha e Meneses, etc., etc., etc., por Manuel José Colaço

 

Coimbra, na oificina de António Simões Ferreira, impressor da Universidade, ano 1762.

Com as licenças necessárias 

 


Argumento

 

Nos anais portugueses e romanos escreve-se que Viriato, lusitano e príncipe da Beira, concedendo a paz ao cônsul Serviliano, depois de o derrotar em Ersana, Servilio Cipião, irmão daquele cônsul, rompeu a paz, e acometendo a Viriato de improviso, pôs-lhe a condição de entregar a seu sogro, aos grandes do reino e enfim as armas. Viriato fez parte do que pedia o cônsul, até que pôde armar-se e reistir-lhe. Nos tempos de Viriato, uma lusitana por nome Ormia degolou a certo romano que quis violentá-la e ofereceu a cabeça a seu esposo, matando-se, depois, a si mesma. Outras trezentas lusitanas cativas, rompendo uma as prisões com os dentes, desataram-se e, acomentendo aos romanos, derrotaram-nos.Sobre a  verdade destes sucessos forma-se a composição dramática em que a acção é oferecer-se o príncipe pela pátria, e as filhas, esposas e pais mutuamente uns pela liberdade dos outros. A cena é nas campanhas de Visoncio, ou Viseu, cidade donde se julga natural Viriato.

 


 

Interlocutores:

Viriato, príncipe da Beira

Luso, príncipe da Egitânia

Tântalo, general lusitano

Cipião, cônsul romano

Márcio, tenente general

Ormia, princesa

Lísea, princesa

Guardas, soldados e lusitanas

 

 

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