- Sumário
- Folheto da ópera Novos encantos de amor (1737)
- Ano
- 1737
- Localização
- Sala Jorge de Faria (JF 2-6-78)
- Impresso
- Lisboa Ocidental, na oficina de Pedro Gargaraje, 1737
Ópera intitulada Novos encantos de amor, que se representou no Teatro da Casa da Mouraria, composta por Alexandre António de Lima, académico dos Aplicados.
Lisboa Ocidental, na oficina de Pedro Gargaraje, ano 1737.
Com todas as licenças necessárias.
Discreto e desapaixonado leitor
Esta cénica ficção, que tantas vezes viste no teatro representada, se te oferece agora pela estampa muitas mais vezes repetida. A boa aceitação que achou nos discretos da corte foi motivo para dar-se ao prelo, mais por obséquio que por ambição, que esta só há de haver em seu autor de achar no teu juízo a correcção dos seus erros, pois para o interesse sempre devia sair mais cedo o que para a emenda nunca chega tarde.
Aceita, pois, esta vítima do afecto, que, expondo-se, na luz pública, à mordacidade dos zoilos e à detracção dos émulos, sempre leva circunstâncias de sacrifício; e, quando ache propício o objecto a que se dedica, deverá mais ao favor que a defende que ao engenho que a produz, logrando a melhor elegância no teu conceito e o maior cédito no teu juízo.
Vale.
Figuras:
Felizardo, 1º galã, príncipe de Dinamarca
Hipólito, 2º galã, sobrinho d'el rei de Suécia
Cardénio, 3º galã, sobrinho do czar de Moscovia
El rei de Suécia, barba
Machavelo, 1º gracioso, criado de Felizardo
Zápete, 2º gracioso, sevandija de palácio
Florisbela, 1ª dama, filha d'el rei de Suécia
Alteia, 2ª dama, sua irmã
Etcetera, graciosa, criada da princesa
Quatro aldeãs, soldados, guardas e monteiros